OS CRISTÃOS, OS CONGREGACIONAIS E AS CONFISSÕES DE FÉ

A IGREJA CRISTÃ, OS CONGREGACIONAIS E AS CONFISSÕES DE FÉ.

A história do Cristianismo é testemunho vivo de que os cristãos desde cedo confessaram e publicaram suas crenças através de declarações de fé. Quando os problemas doutrinários começam a aparecer as definições teológicas a respeito de Deus, de Cristo e de outras doutrinas da fé cristã exigem muita reflexão. Em resposta a História mostra que os cristãos convocam concílios, estudam os temas controversos e elaboram seus credos.

Abaixo você terá um breve sumário dos principais credos da fé cristã desde seus começos, bem como com o advento do Protestantismo suas primeiras expressões de fé, culminando com o Congregacionalismo. Demonstrando assim que nem a fé cristã em geral, nem os Congregacionais em particular são avessos a Confissões, e que o fato de expressar suas crenças em documentos é parte inerente da história tanto do Cristianismo quanto do Congregacionalismo.

I. AS PRIMEIRAS CONFISSÕES DE FÉ

1- Credo Apostólico (séc. II d.C.)[1] – O primeiro credo substancial dos cristãos é o Credo Apostólico. Este é o desenvolvimento de vários artigos confessados pelos cristãos desde o século II de nossa Era e que chegou a sua forma definitiva no século sexto. E é nesta época que se tem registros de seu uso na liturgia dos cristãos no Ocidente.

2- Credo de Nicéia (325 d.C.)[2] – No século IV, um homem chamado Ário começou a ensinar que embora o Filho de Deus, Jesus Cristo, fosse divino era um ser criado e, portanto, não da mesma essência do Pai. Isto fazia com que Jesus fosse considerado inferior a Deus se tornando um desafio para a doutrina da Trindade que ensinava um mesmo Deus revelado como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi reunido um concílio representativo dos cristãos da época, na cidade de Nicéia, em 325 d.C., para dirimir este problema e confirmar a divindade de Cristo. Desse encontro temos a súmula em um credo: o famoso Credo de Nicéia. Este credo foi reafirmado também no Concilio de Constantinopla (381 d. C.).

3- Credo de Calcedônia (451 d.C.)[3] – O Concílio de Niceia (325 d.C.) estabeleceu o ensino oficial dos cristãos acerca da divindade de Cristo. Ficou provado que Ele deveria ser adorado. Jesus Cristo é, como se diz, de uma mesma substância, mesma essência com o Pai. Não deveria haver qualquer questionamento sobre se Cristo possuía um grau de divindade inferior. O Concílio de Calcedônia lidou especificamente com a relação entre essa a Pessoa divina e a pessoa humana de Jesus Cristo. O Concílio questionava: Deus se tornou humano? Aproximadamente 370 membros se encontraram em Calcedônia, em outubro de 451, a fim de elaborar uma posição cristológica coerente que demonstrasse que Cristo era uma única pessoa com duas naturezas, uma divina e uma humana. E foi isso que ficou registrado no que ficou conhecido como Credo de Calcedônia. Estas confissões dominaram as igrejas cristãs até as Reformas Protestantes.

II. OS PROTESTANTES E AS CONFISSÕES DE FÉ

No século XVI, com as reformas (Suíça, Alemanha, Países Baixos) houve a grande divisão do Cristianismo e o surgimento da fé Protestante. Uma das bandeiras deste movimento era “Sola Scriptura”, ou seja, afirmavam que as suas doutrinas só seriam baseadas na Bíblia, que estavam resgatando a centralidade das Escrituras para os cristãos. Contudo, isso não os levou a renunciar às confissões de fé, porque uma declaração de fé não anula a doutrina de “Sola Scriptura”, antes a confirma. A vasta produção de confissões de fé pelos Protestantes, de todas as tradições, é uma prova de que Bíblia e declaração de fé não são excludentes. Abaixo veja um sumário das mais importantes declarações protestantes.

1- Lutero e a Confissão de Augsburgo (1530)[4] – No século XVI, o Imperador Carlos V, com o fim de ter uma frente unida na sua luta contra os turcos, entendeu que deveria acabar com as disputas religiosas entre Católicos Romanos e Protestantes que assolavam a Europa. Para isso convocou os príncipes representantes das cidades para uma dieta a se reunir em abril de 1530 na cidade Augsburgo, Alemanha. Diante disso o príncipe eleitor da Saxônia solicitou a seus teólogos em Wittenberg a construção de um documento expondo as mudanças ocorridas nas igrejas de sua terra (antes romanas, mas agora luteranas). Levaram também os Artigos de Schwabach que o patrono de Lutero, o Eleitor John Frederick da Saxônia, lhe pediu para preparar em 1529. Decidiram fazer uma declaração luterana conjunta em vez de uma simples declaração saxônica. Assim, Os Artigos de Schwabach foram anexados ao documento de Augsburgo perfazendo a junção deles a Confissão de Augsburgo. Este é o documento central da Reforma Protestante na Alemanha.

2- A Primeira Confissão Helvética (1536)[5] – Representando oficialmente as principais cidades reformadas suíças, vários teólogos se reuniram em Basiléia, nos dias 1 a 4 de fevereiro de 1536, e elaboraram este documento que se tornou a primeira confissão geral suíça e a primeira confissão reformada com autoridade nacional. É considerada o ápice do desenvolvimento confessional do Zwinglianismo (referente a Ulrich Zwínglio reformador suíço). Essa confissão continuou por muitos anos a ser uma eloquente expressão da fé dos cristãos suíços até a elaboração da Segunda Confissão Helvética.

3- A Confissão Belga (1561)[6] – A construção desta confissão se deu no tempo em que os protestantes dos Países Baixos sofriam forte repressão da Espanha católica que dominava a região. Seu autor foi o pastor Guido de Brès (c. 1522-1567), que, após passar alguns anos na Inglaterra como refugiado (1548-1552), retornou à Bélgica para continuar seu trabalho. Mas, teve que fugir novamente em 1561, ano em que escreveu a Confissão. Ela foi recebida pelas igrejas reformadas dos Países Baixos e foi aceita por sínodos reunidos em Antuérpia (1566), Wesel (1568) e Emden (1571). Este último é tido como o sínodo de fundação da Igreja Reformada da Holanda.

4- A Segunda Confissão Helvética (1562)[7] – Em 1562 Heinrich Bullinger elaborou esta confissão que foi publicada em 1566 por Frederico III, príncipe eleitor do Palatinado, uma província da antiga Alemanha. Esta confissão foi adotada pelas Igrejas Reformadas da Suíça, França, Escócia, Hungria, Polônia e outras.

5- Os 39 artigos da Religião (1563)[8] – Este documento foi concebido para marcar a diferença da Igreja Anglicana em relação à Igreja Católica Romana e aos outros dissidentes protestantes na Inglaterra. A motivação para a sua produção foi a ausência de um consenso sobre questões de fé após a separação entre a igreja inglesa e a de Roma. O documento funciona como uma “via média” entre as crenças e práticas da Igreja Católica Romana e a dos puritanos ingleses, dando, assim, a Igreja da Inglaterra um ar de reformada. Essa “via média” foi expressa tão habilmente nos artigos que alguns enxergam o seu conteúdo como um dos primeiros exemplos da ideia de que a doutrina do Anglicanismo é um “catolicismo reformado”.

6- Catecismo de Heidelberg-(1563)[9] – Foi elaborado no ano de 1563 a pedido do Príncipe eleitor Frederico III, que governava o Palatinado, província da antiga Alemanha. Ele queria um catecismo para instrução dos jovens e para servir de guia para pastores e professores. Para este importante trabalho chamou os doutores Zacarias Ursinos e Gaspar Olevianus. O Catecismo foi bastante usado na Faculdade de Heidelberg, chegando a ser adotado por um Sínodo em Heidelberg e publicado em Alemão com um prefácio de Frederico III datado de 19 de janeiro de 1563.

7- Confissão Batista de 1644[10] – Em 1644 foi produzida a primeira confissão de fé dos Batistas de Londres. Jonh Spilsbury, William Kiffin e Hansed Knollys, dentre outros, redigiram uma confissão onde eles declaravam suas crenças e de suas congregações. Um total de quinze pastores batistas particulares (calvinistas) participaram da elaboração deste documento. A confissão tinha o propósito explicito de acabar com a confusão provocada pelos ingleses de que eles eram anabatistas (outro movimento cristão da época).

8- Confissão de Westminster (1648)[11] – A assembleia que deu origem a esta confissão se reuniu na Inglaterra de 1643-1649 e foi uma das principais contribuições de puritanos calvinistas ingleses que fazia quase um século vinham lutando sem sucesso por uma reforma profunda na igreja oficial inglesa (Anglicana). Na década de 1640, os puritanos ganharam o controle do parlamento inglês e entraram em guerra contra o rei Carlos I, que queria manter o sistema episcopal na igreja inglesa. Esse parlamento calvinista convocou a assembleia que se reuniu na abadia de Westminster. Seus integrantes foram cerca de 120 dos mais cultos ministros cristãos da época. Participaram também uns poucos ministros escoceses que defendiam o sistema presbiteriano de governo da igreja – eles foram de influência decisiva – e 05 ministros Congregacionais. Os Congregacionais, por não ter maioria, nem o apoio do partido escocês, que foram vencidos numericamente quanto a forma de governo, ganhando o sistema presbiteriano. Após extensos debates, o texto da confissão foi concluído no final de 1646. Posteriormente foram incluídas as passagens bíblicas de apoio, ocorrendo em 1648 a aprovação final pelo Parlamento. Mas, nunca foi imposto na Inglaterra que depois voltou ao anglicanismo.

9- Confissão Batista de 1689[12] – Esta confissão elaborada pelos Batistas ingleses para demarcar sua fé foi publicada pela primeira vez em Londres em 1677. Ela era baseada na Confissão de Westminster e na Declaração de Savoy (1658) dos Congregacionais. Tinha modificações para refletir os pontos de vista batistas sobre a organização da igreja e o batismo apenas de crentes. A confissão foi publicada novamente, sob o mesmo título, em 1688 e 1689. Sendo conhecida até hoje como “a Confissão Batista de 1689”.

III. A TRADIÇÃO CONGREGACIONAL CONFESSANDO SUA FÉ.

Os Congregacionais não são exceção quando se trata de confissões de fé. Desde suas origens modernas na Inglaterra os congregacionalistas estiveram às voltas com documentos que expressavam a suas crenças de maneira sistemática. No começo mantinham concordância com a Confissão Belga até o momento em que acharam por bem construir suas próprias declarações especificas. Abaixo segue um breve esboço histórico de alguns destes documentos.

1- A Verdadeira Confissão (1596)[13] – Os Separatistas, nome dado a uma parte do primitivo grupo de congregacionalistas na Inglaterra, foram muito perseguidos, e muitos participantes foram presos, incluindo Francis Johnson e Henry Ainsworth, líderes deste movimento congregacional incipiente. Desejando tornar clara a sua posição doutrinária e sua eclesiologia, tendo em vista as ameaças de ataques, Johnson e Ainsworth trabalharam para elaborar uma confissão de fé. Em 1596, o com o título abreviado de “A Verdadeira Confissão” (com 42 artigos) o documento foi apresentado como uma defesa geral da causa Separatista Congregacional.

2- A Declaração de Fé de Henry Jacob[14] – Em 1616, Henry Jacob estabeleceu uma igreja completamente Congregacional em Southwark, Inglaterra, e ali construiu uma declaração de fé com 28 artigos. Esta, que é uma das primeiras confissões Congregacionais, cobre desde a definição do que seria uma igreja verdadeira, passando pela constituição dos ministros, concílios, dias santos, oração, dízimos e abordando até os deveres do magistrado civil.

3- Plataforma de Cambridge (1648)[15] – Quando os irmãos Congregacionais na América do Norte souberam que o sistema Presbiteriano fora o resultado da Assembleia de Westiminster na Inglaterra, convocaram um sínodo em Cambridge, Massachussets (EUA). Ali formularam uma plataforma para suas igrejas, rejeitando o Presbiterianismo como sistema de governo. Os Congregacionais da Nova Inglaterra tinham pouco problema com a Confissão de Westminster, pois estavam totalmente de acordo com a sua teologia calvinista, no entanto, rejeitaram a visão de uma igreja liderada por presbíteros que se reuniam em presbitérios e sínodos com o poder legislativo. Para eles, como se afirmou na Plataforma, o foco do governo da igreja estava na congregação local, com a autoridade final descansando na votação da maioria dos membros em assembleia. Quando um problema local não pudesse ser resolvido, a congregação poderia buscar a orientação de um conjunto de igrejas congregacionais; um concílio.

A Plataforma de Cambridge mesmo reconhecendo a necessidade de congregações locais terem comunhão com outras congregações, afirmou que sínodos não eram absolutamente necessários para a existência da igreja, eles só existiam devido à maldade dos seres humanos. A Plataforma concluiu que sínodos não devem exercer autoridade eclesial ou jurisdição sobre as igrejas locais. As reuniões de dirigentes teriam certo peso, mas suas decisões não se tornariam operacionais na igreja local, a não ser que os membros aprovassem.

4- Declaração de Savoy (1658)[16] – Os Congregacionais se tornaram fortes na nação inglesa após a Guerra Civil (1642-1651). Oliver Cromwell o grande vitorioso e agora líder da nação não tinha ideia de desconectar o governo da religião. O Cristianismo foi plenamente reconhecido em seus domínios, como parte integrante do direito da terra. Esse foi também um período de tolerância como nunca visto em qualquer reinado anterior. Nesse contexto, os Congregacionais ainda eram vistos por muitos como mais uma das seitas que surgiram no país na década turbulenta de 1648-1658. Assim, para mostrar que eram nada mais que o protestantismo ortodoxo, e mostrar que a doutrina Congregacional era concordante com a fé cristã clássica, começaram a pensar na elaboração de uma confissão de fé. As circunstâncias eram favoráveis e já havia acontecido o estabelecimento efetivo de uma comunidade exclusivamente Congregacional pelos “Pais Peregrinos”, na América do Norte. Portanto, os Congregacionais ingleses entenderam que poderiam repetir o que já havia acontecido na Assembleia Westminster, para garantir, pelo menos, certo grau de uniformidade religiosa, com uma quantidade limitada de tolerância para com alguns dissidentes.

Oliver Cromwell, não parecia favorecer tal regime. Mas pouco antes de sua morte, ele relutantemente deu o seu consentimento ao pedido de membros influentes do parlamento para emitir uma confissão de fé para todo o reino. A condição era que fosse “sem obrigar as pessoas a ela obedecerem”, e que a todos os cristãos fosse estendida liberdade de profissão de sua fé, com exceção ao papismo ou a quem promovesse prática de incredulidade, licenciosidade ou profanação do nome de Cristo.

Em Julho de 1658 um grupo de Congregacionais se reuniu em Oxford para considerar sobre o caso e decidiram que esta reunião deveria ser em Londres. George Griffith, pregador em Charterhorse foi encarregado de escrever aos ministros Congregacionais de todo o país, para que divulgassem o fato em suas igrejas. A partir daí a Secretaria do Conselho de Estado convocou as igrejas Congregacionais, nas proximidades de Londres, para uma reunião no Palácio de Savoy, mas esta reunião não foi realizada até vinte e seis dias depois da morte de Cromwell. Assim, cerca de duzentos delegados de cento e vinte igrejas participaram da conferência, que durou de 29 de setembro até 12 de outubro de 1658. Houve dias de oração e jejum que iam desde a manhã até a noite. Eles aprovaram por unanimidade uma confissão de fé, disciplina e ordem. Estava pronta a Declaração de Savoy de Fé e Ordem onde estão expostos os princípios teológicos do Congregacionalismo inglês histórico.

Esta declaração é o trabalho de uma comissão, composta pelos Drs. Thomas Goodwin, John Owen, Philip Nye, William Bridge, Joseph Caryl, e William Greenhill. Homens sábios e que tinham sido membros da Assembleia Westminster. É dito que John Howe também teve grande participação na obra. Esta, mesmo não sendo a primeira, se tornou a mais famosa declaração de fé dos Congregacionais.

5- Plataforma de Saybrook (1708)[17] – Este documento confessional foi produzido pelas igrejas Congregacionais de Connecticut (EUA). Ele continha uma confissão de fé (a reafirmação da Declaração de Savoy) e outros artigos sobre política da igreja (a declaração de quinze pontos de política eclesiástica). Os artigos legislavam sobre o estabelecimento de associações em cada município, com poderes de supervisão das congregações locais; associações ministeriais com poderes para examinar os candidatos ao ministerio sobre a doutrina e a moral; e uma associação anual geral, com responsabilidade indefinida, mas composta por delegados de cada associação local. A participação na associação geral era voluntária. A Plataforma Saybrook substituiu a Plataforma de Cambridge de 1648 como o documento confessional mais importante da Nova Inglaterra.

6- Declaração da União Congregacional da Inglaterra e Wales (1833)[18] – As igrejas Congregacionais na Inglaterra e no País de Gales eram frequentemente chamadas Independentes. Elas aprovaram na reunião anual da União Congregacional, em maio de 1833, uma declaração de fé com XX artigos, que mantinha as doutrinas fundamentais de sua fé, e mais 13 artigos sobre os princípios de ordem e disciplina da igreja aceitos por todos.

7- A Declaração de Fé de Niterói (1864)[19] – Robert Reid Kalley o fundador, junto com sua esposa Sarah Kalley, do Congregacionalismo brasileiro, assumiu a direção de um grupo de convertidos em Niterói, RJ, através dos cultos realizados na casa de Antônio Patrocínio Dias, em 1864. A perseguição era tanta que chegou aos ouvidos da Assembleia Provincial. Kalley escreveu para todos os deputados e demais autoridades um documento com 12 artigos contendo uma declaração da fé protestante que ele defendia.

8- Os 28 Artigos (1876)[20] – Tendo consolidado o trabalho Congregacional no Brasil, o pastor Robert Reid Kalley planejou viajar de volta para sua terra (Escócia). Mas, sentiu que faltava aos conversos as diretrizes da fé Protestante que mesmo sendo ensinadas nos cultos e estudos bíblicos, deveriam estar sumariadas em um documento. Sendo assim, ele apresentou em 1º de janeiro de 1875 à assembleia de membros da Igreja Evangélica Fluminense (1ª igreja Congregacional no Brasil), a base de uma confissão de fé. O documento foi aprovado em 02 de julho de 1876 e passou a se chamar os 28 artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.

Esta pequena amostragem da importância das declarações de fé na história dos cristãos e do Congregacionalismo, serve para realçar que o fato de que uma confissão de fé não vai contra os princípios cristãos, nem congregacionais. Por toda História os cristãos e os congregacionais elaboraram documentos com suas crenças e isso lhes deu firmeza e conhecimento doutrinário. Esses documentos, sendo bíblicos, foram necessários antes, e continuam sendo hoje.

Autor: JOELSON GOMES

Notas

[1] GONZALEZ, Justo. Uma história do pensamento cristão, vl. 1 (São Paulo: Cultura Cristã, 2004), pp. 148-152). Um gráfico muito útil mostrando o desenvolvimento do Credo Apostólico é apresentado em: GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática (São Paulo: Vida Nova, 1999), pp. 486-488.

[2] Ibid., pp. 255-264.

[3] Ibid., pp. 355-366.

[4] GASSMANN, Günther e HENDRIX, Scott. As confissões luteranas: introdução (São Leopoldo: Sinodal, 2002), pp. 42-44.

[5] ELWELL, Walter A. (ed). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, vl. 1 (São Paulo: Vida Nova, 1993), pp. 341-342. SCHAFF. Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 403-404. Disponível em: http://www.ccel.org/ccel/schaff/creeds1.html.

[6] Para a história e o texto veja: Creemos y confessamos, 3ª ed. (Rijswijk: Fundacion Editorial de Literatura Reformada, 1987).

[7] SCHAFF, Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 405-410.

[8] Ibid., pp. 623-624.

[9] Para história e texto veja: La confesíon de la iglesia, 2ª ed. (Rijswijk: Fundacion Editorial de Literatura Reformada, 1985).

[10] SCHAFF, Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 856-860.

[11] MATOS, Alderi Souza de. “História da Confissão de Fé de Westminster”. Disponível em: http://cpaj.mackenzie.br/historiadaigreja/pagina.php?id=190 ; Veja também: KERR, Guilherme. A Assembleia de Westiminster, 2ª ed. (São Paulo: Fiel, 1992).

[12] SCHAFF, Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 856-860.

[13] WALKER, Williston. The creeds and platforms of congregationalism (New York: Charles Scribner’s Sons, 1893), pp. 41-48.

[14] LLOYD-JONES, D. M. Martyn. Os Puritanos: suas origens e seus sucessores (São Paulo: PES, 1993), pp. 159-180.

[15] BAKER, Robert A. Compendio de la historia cristiana, 10ª ed. (El Paso: Casa Bautista de Publicaciones, 2006), p. 292; SCHAFF, Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 841-842.

[16] Sigo aqui para os detalhes SCHAFF, Philip. Creeds of christendon, with history and critical notes, vl. 1, pp. 834-837.

[17] Ibid., pp. 842.

[18] Ibid., pp. 837-840.

[19] CARDOSO, Douglas Nassif. Práticas pastorais do pioneiro na evangelização do Brasil e de Portugal (São Bernardo do Campo: Edição do Autor, 2002), pp. 30-32.

[20] Ibid., pp. 33-38.

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